23 de setembro de 2019

PASSEI NO CÓDIGO!

Fazer o código, para mim, não foi tarefa fácil. Inscrevi-me na escola de condução há cerca de um ano. Comecei a frequentar as aulas, logo a seguir, durante as minhas horas de almoço. Era muito desgastante. Saía das aulas na faculdade, para almoçar à pressa na cantina, ter a aula de código e voltar a correr para a faculdade. Além disso, achava as aulas de código muito aborrecidas. Nada daquilo despertava o meu interesse e, como tal, acabei por desistir das aulas. Optei pelo estudo autónomo. Afinal de contas, como estudante de medicina, estou mais do que habituada a ser autodidata. 


Com o avançar do semestre e a falta de interesse pelo assunto, arrastei a situação até ao início do verão, altura em que decidi que não podia adiar mais. Mesmo sem ter estudado nada, inscrevi-me no exame. Não voltei a ir às aulas e tampouco li o livro do código até ao fim. Estudar para este exame foi, sem dúvida, mais penoso do que estudar para qualquer outro que já tenha feito (e acreditem, anatomia não é pêra doce). Comecei por ver alguns exames, para tentar perceber o quê que perguntam mais e li os capítulos correspondentes do livro. E depois fiz mais exames. Muitos exames. Até que chegou o dia. Como é óbvio, tinha medo de chumbar. O medo de falhar é uma coisa que me persegue, acho que até posso dizer que já faz parte de mim. Tentei estar o mais calma possível. Já passei por muito pior (o que é um exame de código ao lado de três orais de anatomia?), mas há sempre um nervoso miudinho. Ao fazer o exame, surgiram-me algumas dúvidas, que deixei para o final. Quando terminei, revi as perguntas todas a fim de me certificar que não deixava passar nenhuma rasteira. Depois, esperei uma eternidade, com o coração aos pulos e o sangue a martelar-me nos ouvidos. O resultado não surgiu no ecrã, quando acabei. Tive de aguardar que o vigilante me entregasse a folha com o resultado. E acontece que fui aprovada com 0 respostas erradas!! Fiquei muito aliviada!! Para vos ajudar, deixo-vos uma lista com dicas para passarem no código.

DICAS PARA PASSAR NO EXAME DE CÓDIGO À PRIMEIRA

1. Fazer muitos exames. A melhor forma de consolidar conhecimentos, para mim, é fazer exercícios. Para fazer exames de código, utilizei o site do Bom Condutor, que disponibiliza as questões oficiais do IMT. Foquei-me essencialmente nas categorias Exame e Novas. Também fiz alguns testes temáticos, quando errava muitas questões do mesmo tema. Mais perto da data do exame, voltei a responder às perguntas que tinha errado anteriormente.

2. Escrever as perguntas erradas. Esta é uma técnica que resulta comigo, mas que não se aplica a toda a gente. Normalmente, fixo melhor as coisas quando as escrevo, daí fazer tantos apontamentos na faculdade. Assim, quando terminava os testes, revia todas as perguntas e escrevia aquelas que tinha errado e as que tinha acertado ao calhas. Se não gostarem da ideia de escrever, o site do Bom Condutor permite-vos guardar as questões para que as possam voltar a ver mais tarde.

3. Esclarecer todas as dúvidas. A pior coisa que podem fazer é ficar com dúvidas por esclarecer. Na maior parte dos casos, quando tinha dúvidas, lia os comentários da pergunta, onde encontrava sempre uma explicação, ou então recorria ao livro.

4. Não entrar em pânico e acreditar que vai correr tudo bem! Afinal de contas, passaram bastante tempo a preparar-se para o exame! Têm de confiar no vosso trabalho. Sei que isto é muito cliché, mas 


5. Ler as perguntas com atenção e responder com calma. Dão-vos meia hora para fazer o exame, pelo que têm muito tempo para ler bem as perguntas (cuidado com o português, que pode ser manhoso!) e reparar nos pormenores das imagens. Tenham atenção às rasteiras que podem aparecer, tanto nos enunciados como nas imagens. Se não souberem uma pergunta, passem à frente. Quando terminarem, leiam a pergunta novamente, com calma, e escolham a resposta que vos parece ser a certa.

6. Rever o exame no final. É importante que releiam tudo quando terminarem, para se certificarem que não vos escapou nada! No entanto, tenham cuidado e não ponham em causa as vossas respostas iniciais.

Dica extra: estudem as velocidades pelo "método 1998". Decorá-las torna-se muito mais fácil e intuitivo.

Espero que estas dicas vos ajudem. Vai correr bem, acreditem!!

17 de setembro de 2019

BACK TO SCHOOL ESSENTIALS

Acreditem ou não, o regresso às aulas é uma das minhas alturas preferidas do ano, apesar de significar o regresso à rotina e ao estudo. Não consigo resistir ao material escolar novinho em folha. Adoro perder-me no meio dos corredores cheios de esferográficas, canetas e marcadores e sentir o cheiro do papel ainda em branco dos cadernos novos. Tenho de fazer um esforço enorme para não perder a cabeça e comprar coisas que não preciso. Como as aulas estão prestes a começar, deixo-vos a minha lista de essenciais para um regresso em grande!

© Agenda. Desde que entrei para a universidade, sinto que ter uma agenda se tornou vital. O meu horário é diferente todas as semanas e, obviamente, os meus dias não são todos iguais. Assim, na minha agenda aponto todas as minhas aulas, as coisas que tenho para fazer e planeio o meu estudo, segundo o meu horário.



© Dossiês. Consigo organizar-me muito melhor com dossiês, em vez de cadernos. No meu dia-a-dia, uso um de lombada estreita, para as aulas, e um de lombada larga, onde arquivo os slides e o material de estudo.



© Post-it. Sinceramente, não sei o que seria de mim sem post-it. Desde aqueles que servem para escrever notas, aos que são para marcar as páginas, dão todos imenso jeito e eu uso-os mesmo muito.



© Esferográficas azuis e canetas coloridas. Desteto escrever a preto, portanto utilizo sempre esferográficas azuis. Exceto isso, não costumo caprichar em relação às esferográficas e compro as mais simples da Bic®. As canetas coloridas que mais uso são os fineliner da Staedtler®. Comprei estas no ano passado e a tinta ainda não acabou.



© Muitos marcadores. Os marcadores são fundamentais para mim: utilizo nas notas que tiro durante as aulas, nos meus apontamentos e no material de estudo (sebentas, slides, artigos, etc…). A minha perdição são as cores pastel da Stabilo®. Também uso os fluorescentes, sobretudo nas notas das aulas. Há uns meses, descobri os midliner da Zebra®. Têm duas pontas, uma mais fina, como as pontas de feltro, e outra mais grossa, para sublinhar, e existem em cores diferentes dos marcadores da Stabilo®. Gosto muito de os usar nos apontamentos que faço para estudar.



© Blocos de notas A6. Sim, são bastante pequenos pelo que não posso escrever muito, mas dão imenso jeito quando tenho aulas no hospital porque cabem no bolso da bata. Comprei estes dois na Ale-Hop®.


14 de setembro de 2019

MINI ESTÁGIO

Hoje foi o meu último dia de estágio. Foram duas semanas cansativas. Apesar de só passar a manhã no hospital, tinha de estar lá todos os dias às 8h30 e acordar cedo custa, principalmente quando ainda estamos de férias. Foi um estágio de observação, voluntário e que não faz parte do plano de estudos da universidade. Não posso dizer que tenha aprendido muito, porque ainda estou numa fase inicial da minha formação e quase todos os doentes que vi apresentavam patologias além da minha compreensão. Apesar disso, gostei muito. Estive em contacto com pessoas e pude praticar alguns gestos simples, como a auscultação. Acima de tudo, tive a oportunidade de observar bons profissionais a trabalhar. Neste mundo cheio de teorias, do que devemos fazer, do que devemos dizer e de como devemos agir, é importante ver bons exemplos. Passar do papel para a prática. Sinto que, depois destas duas semanas, estou menos perdida. Sei o que quero ser e aquilo em que não me quero tornar. E, por tudo isto, gostei.

No entanto, houve um acontecimento cujo impacto foi ainda maior. A meio desta semana, conheci um rapaz que estava internado. É praticamente da minha idade, mas, ao contrário de mim, o destino foi duro com ele. Estava tão debilitado, imóvel do lado esquerdo, mas cheio de vida ao mesmo tempo. Quando me aproximei dele, sorriu-me. Foi um sorriso genuíno, daqueles que chega aos olhos. Apesar de não conseguir falar, ria-se muito. Parecia quase feliz. Eu, por outro lado, senti-me tão impotente, sem poder fazer nada por ele. É tão novo. Ainda tem tanto por viver. Ninguém pode saber se vai recuperar completamente, só o tempo o dirá. Eu espero que sim. Espero mesmo que sim. Apesar de tudo o que lhe aconteceu, ainda tem força para sorrir. Acho que nunca me vou esquecer desta imagem. Para mim, este foi o momento mais especial destas duas semanas, porque me deu a certeza de que estou exatamente onde devia estar. Porque quero poder ajudar.


13 de setembro de 2019

NICHO

Um sítio onde posso ser eu mesma, sem preocupações. Onde posso falar daquilo que gosto e do que não gosto. Livros, música, filmes, lugares que quero visitar, … Tudo o que é importante para mim.

Onde posso partilhar os momentos mais felizes do meu dia e aqueles que não são tão bons. Tudo o que me faz sorrir e o que me faz chorar.

Enfim, um sítio onde posso desabafar e escrever sobre o que penso e o que sinto. Um espaço só meu. O meu refúgio e o meu aconchego. É isto o que o meu blogue representa para mim e espero que para ti também seja especial e único!